Corrupção e democracia: seus efeitos destruidores

John Dalberg – Acton, ou Barão Acton, autor da famosa frase “O poder tende a corromper – e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus”. No seu pensamento, o processo histórico desenvolve-se orientado pela liberdade humana ou livre-arbítrio, se referindo a uma liberdade plena ou cada vez maior.

No seu entendimento, o poder político faz de seu detentor, uma pessoa diferente das demais, cercando-a de símbolos, distinções, privilégios e imunidades que sinalizam sua hierarquia superior.

No mundo, a corrupção política é um dos problemas mais complexos enfrentados por novas e velhas democracias, o uso indiscriminado do poder político, com o fim de benefícios pessoais e vantagens para partidos de governo em detrimento de sua oposição, frauda o princípio da igualdade política inerente à democracia. E seus protagonistas podem alcançar benefícios políticos desproporcionais aos que poderiam alcançar através de meios legítimos e legais na competição política. Desta forma, provocam a distorção da dimensão republicana da democracia, fazendo as políticas públicas resultarem de acordos de bastidores espúrios. 

Líderes políticos, e de partidos políticos, comprometem a percepção das pessoas sobre as vantagens da democracia, em comparação às suas alternativas, através de suas condutas anti-sociais. A corrupção compromete a união social e afeta de forma negativa a capacidade de coordenação dos governos em atender as preferências daqueles que votam. Impactam tanto a legitimidade quanto a qualidade da democracia ao comprometer o princípio de que ninguém está acima da lei.

O uso abusivo do poder público, afeta a percepção dos cidadãos sobre ele e os efeitos para qualidade da democracia. A função dos valores e da cultura política na aceitação ou na justificação da corrupção tem sido negligenciada, ainda que seus impactos na sociedade civil organizada, cada vez seja mais reconhecido, e um dos exemplos, foram os resultados das operações lava jato, petrolão, mensalão e outras; todas tendo o mesmo fim que era de contribuir para rejeição da cultura de corrupção natural no meio ou meio de fazer política no Brasil.

Lamentavelmente, a corrupção política se sobrepõe aos interesses do povo e leva a sociedade a se digladiar. Porém, sem buscarem um novo horizonte e, sim, por velhos políticos que em pouco ou quase nada contribuíram para o afastamento desta situação.


– Paulo Tamer

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