Por dentro da mente de um serial killer: como funciona a escolha do seu alvo

Como sabemos, um assassino em série ou Serial Killer (inglês) é um tipo de criminoso com perfil psicopático, que comete crimes com certa frequência e, com mesmo “modus operandi”, deixa no local do crime sua identidade, o que se chama de assinatura, por agir de forma e maneira idêntica.

Para que se identifique a presença de um serial killer, comumente ocorre só a partir do segundo ou terceiro caso; raramente se identifica um serial killer no primeiro caso.

O  FBI (Federal Bureau of Investigation) tem o entendimento que se identifica um serial killer após o terceiro caso, já a enciclopédia britânica entende que essa identificação ocorre a partir do segundo caso.

Não matam de forma aleatória, escolhem suas vítimas de acordo com sua vitimologia (característica que lhe apetecem). Traumas sofridos quando jovens, os levam a se vingar da sociedade e das pessoas.

Quando buscam suas vítimas entram no mundo imaginário relacionado à época ou ao fato que lhe gerou sofrimento, na infância ou adolescência. Quando na prática do ato, ele revive os traumas e sofrimentos vividos.

Como saem do mundo real para o mundo imaginário, passam a transformar o local de crime em assinatura – identidade – marca registrada.

Para escolha de seu alvo ou vítima, inicialmente mantém com a mesma relação de confiança, o que o faz diferente do homicida de oportunidade, ou seja, seduzem suas vítimas.

Para que se entenda o padrão das vítimas de um serial killer, deve ser considerado que como eles saem do mundo real para o imaginário, buscam nelas algum sinal que lhe retorne ao trauma sofrido na infância ou adolescência, sinal este que pode estar relacionado a seu agressor ou a ele mesmo, pois pode praticar o ato (morte) com raiva dele mesmo por não ter reagido a época. 

Ao reunir na pessoa (vítima) o sinal ou sinais que lhe acionem a necessidade de agir, o serial killer passa a seduzi-la adquirindo a confiança, no aguardo do momento apropriado para prática do seu ato. Uma vez cometido ato, se dão por satisfeitos, deleitados, porém é uma satisfação passageira, pois voltam a sentir necessidade de atacar, assim, passam a uma nova caça de sua próxima vítima.


– Paulo Tamer

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